No jornalismo sempre tentamos prezar pelos mitológicos limites da isenção e objetividade. Na luta diária por exercer corretamente sua função, o jornalista deve sempre buscar esgotar todas as formas de apuração e passar a informação ao leitor da maneira mais clara possível.
Nesta edição, notamos que a matéria principal Homem é preso por ameaça de morte e porte de armas de fogo deixa a desejar no que tange à uma melhor explicação a respeito do ocorrido. Nota leitor que faltou uma apuração que dê voz ao suposto autor, à vítima e a um delegado que explique melhor as conseqüências do ato?
Buscando construir sentidos e retratar a realidade, uma boa apuração deve ser feita para a matéria não gerar dúvidas ao leitor ou deixar lacunas. Para isso é imprescindível que título, matéria, foto e legenda estejam em harmonia. Na matéria Dia dos finados movimentam os cemitérios da cidade, título, lide e desenvolvimento da matéria apresentam-se confusos. O fato de alterações no túmulo de uma família causar tumulto deveria ter uma apuração aprofundada e tal lide daria título à matéria.
A matéria Valério Vieira é pré candidato à prefeito de Mariana parece ser uma propaganda do citado político e apresenta-se tendenciosa. Caímos então nos mitos acima citados da isenção e objetividade.
Mesmo com o feriado no meio da semana dificultando as apurações, devemos parabenizar a iniciativa de fazer uma matéria a respeito dos pontos de venda de flores no feriado de finados. É de suma importância também a informação ao leitor que os órgãos terão seus devidos espaços, na próxima edição, para esclarecimentos aos questionamentos.
Leitor, mais uma vez queremos chamá-lo para participar desse processo de comunicação, você também é responsável pela qualidade do jornal, e exigir e questionar é uma boa forma de contribuir com o crescimento da nossa cidade. Mande suas sugestões para nosso e-mail deolhonoponto@gmail.com ou pelo nosso blog www.deolhonoponto.wordpress.com . Até a próxima semana!
Ana Malaco e Luiza Barufi
De olho no Ponto

