Arquivamento de denúncia evita cassação da prefeita



 

Na última reunião no dia 24, a Câmara de Mariana votou ontem pelo não acolhimento de uma denúncia contra a prefeita Terezinha Ramos protocolada pelo engenheiro Marcius Costa Machado, que alegava que a governante contratou irregularmente um escritório de advocacia. O documento pedia a abertura de uma comissão processante e a cassação do mandato da prefeita. O pedido foi rejeitado por oito votos a um.
Os vereadores Bruno Mol (PSDB), Fernando Sampaio (PRB), Marcelo Macedo (PSDB), Leitão (PTN), Juliano Duarte (PPS) e Professor Reginaldo (PR) votaram pelo não recebimento da denúncia.Eles alegam que uma nova mudança de governo seria muito prejudicial à cidade e que, neste momento, o município precisa de estabilidade.

O vereador Nêgo (PTB) votou com colegas, alegando também estar ao lado de seu partido, o mesmo da prefeita. A única vereadora que apresentou voto favorável ao acolhimento da denúncia foi Aida Anacleto (PT). Ela afirmou acreditar que é dever da Câmara apurar este e outros acontecimentos da cidade. Aida disse, ainda, que já havia solicitado ao Executivo o envio de documentos referentes ao fato, mas que eles não foram encaminhados.

O presidente Geraldo Sales, Bambu, como determina o regimento intero da Casa, não votou.

No uso da palavra livre, os vereadores que votaram contra a denúncia esclareceram o motivo do voto.

Em conversa com o líder do bloco dos 7, Marcelo Macedo, esclareceu a decisão do bloco dizendo que: “Na verdade, não entramos muito no mérito para evitar problemas. Mas quero deixar claro que a nossa maior preocupação é com a estabilidade do município. É de conhecimento de todos a forma de como foi publicado o vídeo, parecendo inclusive montagem. Tudo indica que são coisas de oposição e, se deixarmos isso acontecer, até outubro do ano que vem, teremos mais outros prefeitos. Como fomos informado que este mesmo processo já está em andamento do Ministério Publico achamos melhor esperar o resultado do mesmo para qualquer julgamento. Quero aproveitar e deixar claro para toda a população que as decisões do grupo é exclusivamente dos 07 vereadores, não tendo influência nenhuma de quem quer que seja, inclusive do ex-prefeito Celso Cota”, esclareceu Marcelo Macedo.
Com a decisão, a denúncia foi arquivada pela Câmara. Caso tivesse sido aceita, uma comissão processante seria nomeada para analisar os fatos e a documentação apresentada e emitir um parecer favorável ou não a cassação de Terezinha.

Em seguida, o plenário, por meio de votação, daria a decisão final.
Na mesma data em que a denúncia foi protocolada na Casa, o denunciante também realizou o feito no Ministério Público.