Seis meses depois de assumir a Prefeitura, população lamenta a morosidade na tomada de decisões do prefeito.
Na tarde de sexta-feira (26), três mulheres foram presas sob suspeita de estelionato. Silde Martins, Solange Patrícia Martins e Lígia Geralda de Souza teriam aplicado o golpe em vários comércios de Mariana durante meses e foram capturadas para prestar depoimento. No total, foram cerca de 15 estabelecimentos comerciais lesados, sendo um deles a Escrimóveis. “Só no meu estabelecimento, elas compraram uma bicicleta, um secador e três sombrinhas”, contabilizou o proprietário Maurício Moisés Marques.
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Luciano Teixeira, alguns comerciantes locais registravam constantemente ocorrências indicando que as três mulheres estariam dando “calote” no comércio de Mariana, ora com cheques furtados, ora com cheques delas mesmas. “Diante destas evidências e da autorização do juiz, fizemos busca e apreensão do material, uma vez que já tínhamos o endereço das suspeitas”, afirmou Luciano.
Ainda segundo o delegado, o estelionato só se configurou por causa do golpe dado com cheques de terceiros. “É bom explicar que muitas ocorrências contra elas não configuram estelionato, mas sim causa cível, ou seja, quando uma pessoa paga uma conta com cheque próprio e sem fundo não é crime de estelionato”, explicou.
Com relação aos possíveis prejuízos devido aos golpes, Luciano disse que ainda não há previsão de quanto foi perdido pelos comerciantes. “Como ainda não apreendemos todo o material, então não podemos estimar qual o valor do prejuízo”, alegou o delegado, explicando ainda que a pena para este tipo de crime é branda. “Recentemente tivemos um caso semelhante ao destas três mulheres. Nele, as duas estelionatárias ficaram presas alguns meses e foram liberadas. Neste tipo de situação é muito difícil uma pessoa ficar presa por muito tempo, ainda mais se os suspeitos forem réus primários”, explicou o delegado.
ACIAM se mobiliza
O gerente administrativo da ACIAM, Helielcio Vieira, explicou que a operação só foi possível graças à mobilização dos empresários de Mariana em parceria com a Associação Comercial e à Polícia Civil. “Comerciantes perceberam que uma das suspeitas teve o nome consultado várias vezes no mesmo dia. Sendo assim, entramos em contato com as empresas e fizemos queixas na Delegacia”, explicou o gerente. Helielcio também parabenizou a rápida ação da PC. “Eles foram eficientes e atenderam o empresariado local com rapidez. Se os empresários não tivessem se mobilizado e não contassem com a parceria incondicional da Polícia Civil de Mariana, com certeza o prejuízo seria bem maior”, finalizou.




Faça o seu.