A onda de violência toma conta não só das cidades grandes, mas também de pequenos municípios, como Antônio Pereira. Além de assaltos e crimes seguidos de morte, os jovens do distrito sofrem com o intenso tráfico de drogas, principalmente nas escolas. O problema pode piorar ainda mais caso seja mantida a transferência do comando da Polícia Militar do bairro Baixada, em Antônio Pereira, para a Vila Samarco.
Cidadãos do distrito clamam pela volta da PM para o local de origem, uma vez que foi gasto dinheiro público para a reforma da sede. “Está tudo em perfeitas condições para que a polícia faça o seu trabalho. Precisamos deles aqui na Baixada, e não longe do foco dos problemas. Outro dia um rapaz atirou em outro ao lado de onde seria a sede. Tenho certeza de que o crime não teria acontecido se a PM estivesse funcionando aqui”, disse um morador do bairro.
Outro problema grave no distrito é o intenso tráfico de drogas no beco que dá acesso à Escola Municipal. “A PM já sabe dos problemas locais. Batalhamos muito para que o comando fosse viabilizado na Baixada e quando está tudo em perfeitas condições de uso, os militares se transferem para a Vila Samarco. É muito estranho”, critica uma ouropretana.
Nota PMOP
De acordo com o tenente coronel da Polícia Militar de Ouro Preto, Marcos Janeiro, o comando foi escolhido através do parecer técnico de uma Comissão da Polícia Militar, legalmente designada por ele para avaliar os imóveis que estavam à disposição no distrito. “Não existe nenhuma diferença entre moradores da Baixada e da Vila Samarco, pois ambas localidades são consideradas distritos de Antônio Pereira e todos que ali residem ou trabalham são cidadãos brasileiros que pagam seus impostos e têm direito à segurança pública. Procuramos atender a todos de forma indiscriminada, isenta e imparcial”, disse Janeiro com relação à transferência do comando.
Ainda segundo o tenente coronel “todas as decisões foram tomadas em conformidade com as normas técnicas da Polícia Militar de Minas Gerais, através de estudos e avaliações de uma Comissão de Oficiais designada para tal. A decisão não foi isolada, e sim, parte de uma decisão do Comando, referendada pelos nossos escalões superiores”, completou.




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