O projeto de lei que pretende delimitar a área tombada pela prefeitura está na pauta de votações da Câmara Municipal. Se aprovado, Mariana pode não somente perder um espaço territorial, mas uma parte importante da história da cidade. "Nós investimos na criação de mecanismos para desenvolver e fortalecer o ramo turístico no município, pois sabemos que a atividade mineradora é passageira. É preciso que a população esteja consciente de que estão querendo tirar algo que lhe pertence. Não vamos deixar que o lucro fale mais alto que o passado de Mariana", afirma o ex-prefeito Celso Cota.
Os Morros do Santana e Santo Antônio (Gogô) foram tombados no início de 2008 a fim de evitar qualquer tipo de intervenções no local. A iniciativa foi da Prefeitura de Mariana e teve como objetivo resgatar, valorizar, preservar e identificar referências culturais locais sob o ponto de vista patrimonial e histórico, a fim de fomentar o turismo na região. Para Celso Cota, "o tombamento partiu da necessidade de verificar e documentar o tipo de fauna, flora e arquitetura da região, até mesmo para que possam tomar as devidas precauções na ocupação".
Morro de Santana
A região tombada em Morro de Santana inclui o espaço onde será reconstituída a Capela de Santana, atualmente utilizado por romeiros. Localizado na porção oeste de Mariana, o morro fica no entorno da área urbana da sede do município, próximo ao limite com Ouro Preto. A área possui aproximadamente 131,70 ha e possui afloramentos rochosos, principalmente de rochas quartzito em seu topo. A cobertura vegetal da região é de transição entre mata atlântica e cerrado. Trata-se de um conjunto muito expressivo do ponto de vista patrimonial e histórico, com estruturas representadas basicamente por lavras a céu aberto e edificações em alvenaria de pedra, remanescentes da primeira fase de exploração de minério, além de grandes galerias e sarilhos, implantados em uma segunda fase.
Morro de Santo Antônio
Localizado no distrito de Passagem de Mariana, sua extensão estimada é de 131,16 ha. O terreno possui afloramentos rochosos, principalmente de rochas quartzito em seu topo. A cobertura vegetal da região, assim como a de Morro de Santana, é de transição entre mata atlântica e cerrado. A área foi extremamente explorada na retirada de ouro nos últimos três séculos, o que descaracterizou o solo, os afloramentos de rocha e a vegetação que se observavam naturalmente no local. O sítio está inserido em zona urbana, próximo a Estação Ferroviária de Passagem de Mariana. É utilizado principalmente como área de turismo ecológico explorada pela iniciativa privada e para a pastagem de animais. Há, também, extração de material lenhoso por parte de alguns moradores da circunvizinhança.




O que se espera da Câmara Municipal de Mariana, é uma atação firme no sentido de manter a proteção destas áreas e assim respeitar a importância que as mesmas repreentam para o contexto histórico, cultural e turístico para a " Nobre senhora ". O expansionismo puro e simples,a enganação de que em nome do "progresso" tudo pode, não pode e não deve contaminar as consciências e as responsabilidaes DOS NOBRES EDIS,DA PRIMEIRA CASA LEGISLATIVA DE MINAS.
sejam atentos, e observem com qual biografia os senhores querem passar para a história. Geraldo Pires
O morro de Santana que já foi usurpado do símbolo religioso que era sua igreja,
só falta agora ser esburaca-do pelas "Vales e chinêses" que estão de olho nas riquezas que aquele solo sizudo esconde, é preciso ficar atento às manobras que podem transformar aquele sítio histórico em um novo Carajás, quem sabe em troca de alguns marmitex sob o atual xavão "de causa social", hoje, moda em Brasilia; Mineiros abram os olhos!!!
Nasci ai no Córrego do Canela em 1937,vivo em S.Paulo ha 55 anos meus bisavós e avós estão enterrados no adro da Capela de N.Sra.Santana criminosamente,"doada" saqueada e levada pela Mendes Jr., como é que um patrimônio de três séculos pode ser doado a alguem, faltou respeito á memória daqueles pobres cidadãos ali sepultados, como meu saudoso pai morto aos 39 anos acomentido de silicose
Me orgulho deste lugar, mas tenho vergonha das autoridades que permitiram esse roubo e gostaria de ver reeguida aquela capela, onde meus pais se casaram em 1928 e eu fui batizado em 1937. Ao Povo local parabéns pela luta da reconstrução da capela e preservação deste local sagrado; Deus os abençõem nesta jornada cívica, acorda Mariana, cadê
o orgulho dos mineiros!..