No último dia 28 de outubro foi comemorado o dia em que a mulher teve seu direito ao voto assegurado. Em 1930 foi aprovado no Senado o projeto que estendia o direito de voto às mulheres. Com a Revolução de 30, as atividades parlamentares foram suspensas, atrasando em dois anos o sonho das mulheres. Hoje, elas não só conquistaram o direito de votar como também luta pelos seus espaços no mercado de trabalho, contra o preconceito e contra a violência. Com isso, a disputa com os homens se tornou constante, mas o preconceito ainda é grande.
Procuramos a advogada militante e secretária geral da OAB de Mariana, Maria de Fátima de Mello Gomes, para falar sobre o assunto. Ela afirma que a mulher já tem os seus direito e não luta pela igualdade. "Essa questão do voto da mulher já está consolidada desde que a mulher teve o seu direito de votar decretado, só que a mulher não vem ao longo dos anos num processo de igualdade. Hoje, a mulher está quase atingindo profissionalmente o mesmo patamar do homem, mas ainda existem empresas em que o salário é diferenciado", disse.
No que diz respeito à violência e ao preconceito Maria de Fátima associa a conquista do espaço da mulher como principal motivo. "Eu vejo que a mulher ainda é desrespeitada no lar e que ainda existem homens que a ligam a uma figura improdutiva sem inteligência. Então foi criada a imagem da mulher do lar e quando a ela decide ir em frente e adquire dupla jornada de trabalho vira alvo de muitos conflitos familiares e a maioria das separações tem como motivo principal essa independência da mulher. O casamento vira uma sociedade em que direitos e deveres são iguais e isso é muito difícil para o homem aceitar ainda" completou.




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