A cada ano que passa, cresce o número de ataque de cães das raças pit bull, rottweiler em seus donos e crianças, e muitos casos de vitimas fatais. Segundo portaria do "Diário Oficial da União" de 2007, cães dessa raça devem ser devidamente cadastrados pelos donos. A falta de registro implica em apreensão e multa de 500 Ufemg (Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais), o equivalente a cerca de R$ 850. No caso de ataque à pessoa, a multa será de 1.000 Ufemg (aproximadamente R$ 1.700), dobrada para lesão corporal e triplicada se resultar em lesão corporal de natureza grave. Para cadastrar os cachorros, os proprietários devem apresentar requerimento de registro com a qualificação completa do proprietário, vendedor ou doador do animal, um termo de responsabilidade (ambos fornecidos pelos bombeiros) e declaração de finalidade da criação do cachorro. Eles também devem levar cópia de carteira de identidade e CPF ou CNPJ, comprovantes de vacinação do cão e de residência do proprietário.
Uma pesquisa realizada na capital de São Paulo revelou que em uma semana 50 cães da raça Pit Bull são abandonados. O motivo do abandono é o crescimento dos ataques. Por este motivo a redação do Jornal Ponto Final procurou a veterinária Maria Vanessa Rabelo Rosa Machado, para que ela possa nos dizer o porque desses ataques e como prevenir e como criar com segurança tanto para o animal e as pessoas que convivem com os mesmos.
Jornal Ponto Final: Já foram noticiados vários casos de cães atacando adulto e criança, tem casos de ataque aos próprios donos. Na sua opinião o que esta acontecendo para os cães atacarem seu dono?
Maria Vanêssa Rabelo Rosa Machado: Acho que grande parte dos ataques ás pessoas envolve cães de origem desconhecida, raça não definida, ou seja, mestiços de raças como Pit Bull e outras. Com essa mistura de raças o animal pode ter comportamento imprevisível. Além disso, esses animais são criados por pessoas despreparadas, que com a desculpa de terem um cão feroz para guarda, e acabam o treinando-o indevidamente.
JPF: A criação do animal interfere nas suas atitudes?
Maria Vanessa: Interfere e muito. É preciso que o cão seja adestrado, seguindo as normas adequadas para que, antes de tudo, ele obedeça ao dono.
JPF: Como dever ser a criação?
Maria Vanessa: O cão precisa ter boa procedência. Que se compre de canis confiáveis, responsáveis e que criem com finalidade de aprimoraras qualidades e não de criadores que priorizam a agressividade. Ele deve ser criado com cuidados para ter uma boa saúde e um comportamento aceitável, com adestramento adequado.
JPF: Quais os cuidados a serem tomados com os cães dentro da residência?
Maria Vanessa: Os cães devem receber os cuidados básicos para sua saúde, para evitar transmissão de doenças ás pessoas e terem seu próprio local para dormi, comer e fazer as sua necessidades. De preferência, não devem ser colocados em quartos e em camas das pessoas.
JPF: E nas ruas, tem que usar algum objeto nos animais? Quais?
Maria Vanessa: Uma lei municipal diz que, os cães como Pit Bull e Rottweiler devem usar focinheira própria para passeio, ao serem levados para as ruas por seus donos. Outros cães mais agressivos ou maiores também podem usar.
JPF: É obrigatório?
Maria Vanessa: Sim, e eles devem usar coleira e guia.
JPF: Em caso de ataque de pequeno porte, o que deve ser feito?
Maria Vanessa: O cão deve ser preso e observado por dez dias e a pessoa deve ser encaminhada para cuidados médicos.
JPF: Pit Bull é aconselhável criar?
Maria Vanessa: A raça é forte, resistente e bem determinado com tendência a ser dominante. Portanto, desde cedo deve ser estimulado á obediência a deve ser socializado com outros cães e outras pessoas. É preciso que o proprietário seja responsável, de carinho e bons cuidados, um bom espaço e muita atividade.


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