No último dia 23 de julho, a Polícia Civil realizou a reconstituição do assassinato do ex-prefeito de Mariana João Ramos Filho de acordo com o depoimento de Leonardo, que confessou a sua participação no crime. Para facilitar o trabalho e evitar que pessoas pudessem interferir, os policiais isolaram a pista nos dois sentidos. No total, havia 15 viaturas, um helicóptero e aproximadamente 40 policiais, além da imprensa presente.
Leonardo da Silva foi o único trazido ao local. Os outros 2 suspeitos do crime não participaram dos trabalhos que movimentaram a cidade. Apesar de ter sido o único participante confesso, segundo a Polícia Civil, ele não ajudou na reconstituição a pedido de seu advogado, Carlo Ernandes Correia de Carvalho.
Dois policiais fizeram o papel dos acusados, um da vítima e o outro da testemunha. No dia 15 de maio, Leonardo teria esperado Guaracy Moreira (Guará), o suposto atirador, no Centro de Informações Turísticas da Rodoviária. Guará teria subido na garupa da moto e os dois esperaram o veículo de João Ramos em um trecho da rodovia MG-262 que liga Mariana a Ponte Nova.
De acordo com a Polícia, Leonardo disse que foi coagido pelos outros suspeitos a participar do crime. Segundo o depoimento de Leonardo, ele teria vindo para Mariana com uma proposta de emprego para montar uma marcenaria. Mas foi informado que para ter a marcenaria teria que matar um homem. Leonardo voltou para Juiz de Fora e alega que foi buscado e trazido novamente para Mariana para executar o crime. Com isso, o suspeito alega que foi obrigado a participar do crime.
Detalhes da reconstituição
No dia 15 de maio, os dois suspeitos foram de carro buscar a moto que estava no galpão localizado na Avenida JK n° 717, loja 6, no bairro Bauxita, em Ouro Preto. Leonardo e Guaracy combinaram de se encontrar na Rodoviária de Mariana. Guaracy deixou o seu carro perto da Pousada de propriedade de Chico da Farmácia e foi para a Rodoviária, onde montou na garupa da moto e foram para o posto da vítima. Os dois ficaram de tocaia esperando o veículo de João Ramos sair do posto, que é de propriedade da vítima.
Ao avistarem um carro semelhante ao da vítima, os suspeitos seguiram o carro. Mas certificaram que não era o da vítima e voltaram.
João Ramos saiu do seu posto e os dois suspeitos o seguiram. Mais a frente, a moto se posicionou ao lado do carro e Guaracy fez o primeiro disparo atingindo a lateral da porta dianteira do motorista.
Leonardo acelerou e parou aproximadamente a sete metros adiante do carro. Guaracy desceu e se aproximou do veículo. A vítima ainda pediu para não ser morta e disse que tinha dinheiro, mas não foi ouvida. Em seguida, o ex-prefeito João Ramos foi executado supostamente por Guaracy deixando uma testemunha que estava com o ex-prefeito no carro. Logo após o crime, Leonardo deixou Guaracy na Pousada e foi deixar a moto no galpão, onde retirou os adesivos colados na motocicleta um dia antes. Guaracy pegou o carro, foi para o galpão buscar Leonardo e seguiram rumo a Juiz de Fora.


um crime barbaro como esse,nao poderia ficar em pune,gracas a Deus a justica foi feita e que esses bandidos paguem sim pelo que fez.Parabens a todos os integrantes dessa investigacao a (policia militar civil e federal)