Atender famílias em situação de vulnerabilidade social dando a oportunidade de exercerem uma atividade remunerada é o objetivo do Programa Inclusão Produtiva Renda Mínima criado pela Prefeitura de Mariana em 2001. Hoje, 300 famílias são beneficiadas com o programa, sendo 220 no município e 80 nas comunidades dos distritos e subdistritos.
Com uma carga horária de 24 horas semanais, as integrantes do programa, geralmente mães chefes de família, prestam serviços em diversos setores da Prefeitura. Segundo a coordenadora do Renda Mínima, Maria Gorete de Oliveira Samrout, o Programa veio para atender a uma demanda social e garantir a oportunidade de desenvolvimento e promoção para essas pessoas. Os recursos que viabilizam a realização da inclusão coletiva vêm do Fundo Municipal de Assistência Social e as parcerias com o Centro Vocacional Tecnológico, Sine, Senac, Senar, Sedese e demais secretarias da Prefeitura colaboram para a sua concretização. São desenvolvidas também ações de higiene pessoal, métodos contraceptivos, saúde, violência doméstica, alimentação e conscientização das funções do Conselho Tutelar.
Os empregos têm duração de dois anos e as mulheres prestam serviços de servente escolar, servente de saúde e de limpeza urbana. Durante esse período, as mães de família também podem participar de cursos como Informática, Corte e Costura, Artesanato, Atendimento ao Público e Horta Orgânica. "Com isso, elas têm mais chances de se inserir no mercado local, o que já ocorreu em muitos casos", informa Gorete.
Uma das beneficiadas do programa, Lucilene Aparecida Mendes, é mãe de três filhos e estava desempregada há muito tempo. "Minha vida mudou muito depois dessa oportunidade. Eu aprendi a fazer muita coisa que eu não sabia. Além de trabalhar em lugares diferentes, eu também fiz vários cursos de costura, pintura e informática", completa. Lucilene presta serviços de limpeza e office girl para o Monumenta e diz se sentir mais segura para, quando seu contrato terminar, conseguir um emprego na cidade.
A equipe do Renda Mínima conta com assistente social, psicólogo e terapeuta ocupacional e tem o objetivo de elaborar projetos que viabilizem ações de desenvolvimento, promoção e acompanhamento familiar de acordo com as demandas. Segundo a coordenadora, foi implantado recentemente um teatro terapêutico que visa elevar a auto-estima e motivação das chefes de família. E, através da parceria com o Sine, foi criado um banco de empregos com o intuito de encaminhar as beneficiárias para o mercado local. "Ao oferecer capacitação profissional, estamos aumentando as possibilidades dessas mulheres de se inserirem no mercado. Elas se tornam capazes de garantir sua própria renda através de fontes alternativas e adquirem sua plena dignidade e condição de cidadãs", completa Gorete.


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