Sexualidade na escola

Publicado: sábado, 12 de julho de 2008 as 09:27h Faça seu comentário

Em uma iniciativa do Jornal Ponto Final, fizemos uma entrevista com a diretora Maria de Fátima Rodrigues Lança e a supervisora Karla Daniele Marques Raimundo da Escola Estadual Dr. Gomes Freire para buscar melhores informações de como é feita a abordagem do tema "sexualidade" dentro da escola.

Segundo a Diretora Fátima, a escola aborda o tema de forma espontânea e em linguagem não formal para que os alunos entendam o que está sendo falado. Na escola são feitas palestras com a Dra. Elizabeth Ferreira (ginecologista) que leva até os alunos informações sobre o assunto e responde as dúvidas e perguntas feitas por eles mesmos, algumas vezes a pedido dos pais. A diretora falou também sobre a importância do tema "sexualidade" dentro da escola, explica que, muito dos alunos às vezes tem dificuldade de estar falando sobre o tema com os pais ou com outras pessoas próximas a elas, e como a escola já tem o papel de educar e dar continuidade à educação que os pais dão em casa, a escola oferece informações aos alunos através de livros, vídeos e palestras educativas.

Como a própria mídia já é uma grande influência do sexo na adolescência no ponto de vista da supervisora Karla, em novelas como "Malhação, da rede globo" os adolescentes tratam o assunto gravidez como algo simples e fácil de lidar e esses adolescentes na novela são geralmente de classe média alta, que para ela é algo bem diferente da realidade dos alunos que são na maioria das vezes de classe média e classe baixa, e isso interfere muito na vida deles porque criam informações falsas de sua realidade. Segundo Fátima o tema começa ser abordado com os alunos na medida que a série e a idade os permite entender melhor o assunto, como os alunos da 5ª série já são mais bem informados e entendem mais sobre a questão, o tema é mais abordado com eles. Ainda segundo ela, os alunos não são bem informados, às vezes até mesmo pela timidez ao falar do assunto e também pela falta de maturidade.

Perguntamos a ela se os educadores estão aptos a passar este tipo de informação e ela respondeu que não, pois em seus 10 anos de diretoria na escola ela vem batalhando para participar do PEAS (Programa Educacional Afetivo-Sexual), mas ainda não conseguiu por se tratar de uma escola de 1ª a 4ª série, mas disse que continuará batalhando para conseguir se integrar no programa, para poder está atendendo melhor aos alunos, embora a escola ainda não tenha tanta necessidade.

Publicado sábado, 12 de julho de 2008 as 09:27h. Você pode fazer um Comentário ou mandar um Trackback do seu blog ou site e pode também seguir os comentários atraves do Feed de comentários.

  1. Nenhum comentário
  2. Nenhum comentário
    Faça o seu.
Comentar