A primeira Parada do Orgulho GLBT da região surpreendeu e superou expectativas de muita gente. Uma legião de aproximadamente dez mil pessoas ocupou as ruas de Ouro Preto durante todo o evento, que deu inicio na sexta feira 27, sendo encerrado no último domingo com caminhada, diversão e muita música.
O evento contou com palestras educativas, apresentações de teatro e shows de diversos tipos e gostos. A Rainha do Bumbum, Gretchen, foi uma das principais atrações do encontro que também contou com apresentações de bandas regionais.
A Praça Tiradentes foi completamente tomada onde pessoas de diferentes opções sexuais se divertiram com muito respeito ao próximo. O evento foi organizado e idealizado sem grandes patrocinadores o que para o próximo ano Gabriel Marciano, um dos principais organizadores, diz não medir esforços para que seja realizada a 2ª Parada do Orgulho GLBT de Ouro Preto, "Consegui chegar até aqui sem grandes patrocinadores, mas quero deixar o meu agradecimento às pessoas que me apoiaram os ambulantes, a Associação de barraquinhas, a secretaria de Saúde, ao Corpo de Bombeiros, a Limpeza Urbana, a Prefeitura e Câmara de Ouro Preto e as pessoas que colaboraram, enfim, todo mundo que acreditou em mim e também aqueles que não acreditaram" declarou Gabriel.
"Aqui começa uma luta, conquistas a se garantir. Temos o Programa Brasil em Homofobia do Governo Federal desde 2004, que precisa avançar com ações concretas e firmes no seu desenvolvimento afinal ninguém nasce racista, machista ou homofóbico. Para erradicar a discriminação a pior das pragas da humanidade é o preconceito, e o Estado precisa agir realizando agendas como esta" ressalta André Versiani, Psicólogo e Colaborador Cultural do evento.
O segmento GLBT em nosso país vem enfrentando a discriminação e marginalização decorrente de uma sociedade que com alguma desenvoltura absorveu a tolerância às diversidades culturais e religiosas sem o acompanhamento das relações homoafetivas como geradoras de direito. No Brasil a luta pelos direitos humanos dos gays teve início na década de 80 e a partir daí vem se fortalecendo com a multiplicação das Paradas e de grupos ativistas.


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