Por um longo período o fantasma da inflação deixou de tirar o sono do brasileiro, o desespero e o terror dos suprimentos de primeira necessidade deixaram de ser uma tortura no orçamento familiar. A framigerada inflação fazia das maquininhas de rotular preços, metralhadoras que saquiavam o bolso dos cidadãos, muitas vezes, mudando o preço dos produtos de consumo três vezes ao dia. Depois de tantos planos fracassados o governo conseguiu estinguir a inflação e congelou paralelamente o salário do trabalhador.
De lá pra cá o consumo aumentou, diminuindo a fome e a miséria dos menos favorecidos, que foram acalentados com as ações paternalistas do governo Lula não resultando em dignidade de sobrevivência por mérito, mas pelo menos amenisou o índice de famintos no Brasil. Na verdade o que o brasileiro precisa já foi expresso em versos e musicas, que o povo trás com sua alta estima enriquecida quando for respeitado como cidadão e sobreviver do seu próprio trabalho não apenas das migalhas que caem da mesa governamental em forma de bolsas sociais. Infelizmente já faz algum tempo que o governo federal começou a fragilizar o sistema econômico e perdeu o controle gerando, através do alto índice de taxação, juros e impostos deixando de surgir no cenário nacional o fantasma indesejável da inflação.
Conseguindo apenas tornar o salário do aposentado decressente e absurdamente humilhante assim como também instalar o caos na saúde usando como refém a CPMF. Os salários dos profissionais brasileiros permanecem no medíocre índice, sem nenhuma alteração compatível com os valores que compõem o consumo necessário da sobrevivência humana. Sorrateiramente também a rede imobiliária teve seus custos e seus produtos básicos alterados, pela maquininha, respaldando em justificativas descabíveis alegando insumos a competição globalizada e até mesmo nas tragédias climáticas para as elevações de preços. Economistas do governo e o Banco Central do Brasil têm argumentos teoricamente aplausíveis para continuar afirmando que, ainda, está contida a infração na terra dos tupiniquins.
A verdade, entretanto, é crua e nua e reflete na mesa do trabalhador brasileiro. Com exceção do salário, todos os valores que compõe a sobrevivência humana no Brasil crescem assustadoramente e o pobre está ficando cada vez mais pobre perdendo a sua dignidade respirando um ar poluído da infração. Aproximam-se as eleições e será um assunto a mais para a exploração dos políticos que almejam o poder, fazendo como sempre, promessas fantasiosas para equilibrar o sistema econômico mantendo o crescimento sustentável sem denegrir a dignidade de sobrevivência do povo brasileiro. O nosso voto pode mudar o que vier após as eleições, mas a indesejada infração, definitivamente já voltou.
Ivan Passos


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