Dona Enir Esmeralda Nascimento de 51anos, mãe de Paulo Roberto Nascimento, vulgo "Jumentão", denunciou a atitude dos policiais em relação à agressão que seu filho sofreu pelos detentos da cadeia de Mariana. "Eles o colocaram de propósito, pois sabiam que os presos iriam o agredir e no momento que o meu filho estava sendo espancado, dois dos policiais foram chamados e só o tiraram da cela quando já estava quase desmaiado, um guarda municipal foi solicitado e orientado a chamar o SAMU, pois o caso era grave, consecutivamente foi levado para uma sala escura." desabafou Enir.
Paulo foi levado pelo SAMU ao Hospital Monsenhor Horta, "Quero deixar aqui meu agradecimento e de toda minha família, à prestatividade a meu filho, que foi bem atendido tanto pelo SAMU quanto pelo Hospital de Mariana, onde foi atendido pelo Dr.Luiz D'Ângelo, mas foi transferido para a Santa Casa de Ouro Preto, porque a máquina de raio-x estava quebrada, ficando hospitalizado sem o acompanhamento dos policiais". Segundo sua mãe, Jumentão tinha escoriações pelo corpo e havia perfurado o pulmão. Paulo fugiu do hospital e disse a sua mãe, que teria recebido uma ligação que o ameaçava de morte.
O delegado Luiz Tortamano desmente a acusação
O delegado desmentiu a acusação de Enir Esmeralda Nascimento, "O Jumentão foi preso, preventivamente, e o colocamos na cela um. Após trinta minutos ele começou a gritar (plantão, plantão...), porque outros detentos estavam o espancando, imediatamente acionamos o SAMU e a Polícia Militar, e na hora o tiramos." relatou Luiz.
Paulo foi transferido para a cela quatro, mesmo assim, porque os detentos afirmaram que não iriam o agredir, e lá ele ficou até a chegada do SAMU.
Segundo Tortamano, o motivo da agressão seria dívidas de drogas, e pelo fato dos detentos acharem que ele seria um "X9" (dedo duro).
O detento foi levado para o hospital de Mariana, mas foi transferido para o de Ouro Preto, porque precisava fazer uma cirurgia e o hospital daqui não tinha estrutura, testemunhas viram e ouviram o mesmo gritando lá de dentro, e viram também os agentes entrando para retirá-lo. "Não teve omissão, pelo contrário, nós agimos mais do que imediatamente", disse o delegado.
"Ela não sabe o que aconteceu, ela somente ouviu a versão dele, e se ela vier até a delegacia poderá conversar com qualquer testemunha que estava presente no momento. Não é normal um detento ficar sozinho em um hospital, mas por falta de elementos humanos, não temos outra opção. Não tinha como deixar um Policial, 24 horas escoltando um preso, ainda mais em outra cidade. Até porque os médicos nos asseguraram que ele não conseguia nem andar. Como ele não conseguia andar se saiu correndo?". Finalizou o delegado Luiz Tortamano.
Até o fechamento desta edição Paulo (Jumentão), ainda estava foragido.


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