Já se passaram mais de trinta dias que ocorreu o assassinato do ex-prefeito João Ramos Filho, e após a prisão de Chico da Farmácia como suspeito nada mais foi acrescentado.
Segundo o delegado Luiz Tortamano da Polícia Civil de Mariana a equipe comandada pelo delegado Rodrigo Fragas do DIHPP de Belo Horizonte realizou excelente trabalho na investigação deste assassinato que continua em absoluto sigilo, agora na capital mineira.
Entretanto após as primeiras notícias que originaram a suspeita do empresário e sua prisão, nem as famílias, da vítima e do acusado, tão pouco a polícia local e a imprensa tiveram acesso as informações. O questionamento contínuo dos leitores e de cidadãos marianenses sobre a apuração dos fatos vem sendo uma constante abordagem a redação deste semanário.
Por ter sido um crime supostamente político, as especulações do mandante do ato criminoso geraram muitas polêmicas e também outros suspeitos. De uma certa forma toda militância política de Mariana ficou na mira de precoces acusadores que exigem justiça imediata, muitos até já fizeram ameaças jurando vingança.
Um crime covarde e dramático como este trouxe constrangimento e inquietação a sociedade marianense. Tanto a família da vítima quanto a do acusado vivem momentos caóticos de grande sofrimento e na inexistência e comprovação levantadas pelas investigações.
É de praxe o serviço de investigação, manter sigilo para não atrapalhar a conclusão dos trabalhos, mas os cidadãos marianenses questionam qual o motivo de tamanha omissão dos fatos.
Até agora não se sabe, comprovadamente se existe outros suspeitos, se os criminosos foram também presos e tão pouco quais conclusões que levaram a suspeita e prisão de Chico da farmácia.
O suspense e o silêncio da Polícia Civil de Belo Horizonte sobre o comando do delegado Rodrigo Fragas tem gerado na sociedade marianense a sensação de descaso para com que a opinião pública, e pior para as famílias envolvidas, a delegacia local que apoiou nas investigações que desconhece totalmente as informações por omissão da equipe que investiga o caso.
Um leitor questionou que esta omissão dos fatos só reflete a inoperância da Polícia que até agora se limitou apenas em suspeitas e não avançou em absolutamente nada.
Enquanto isso algumas pessoas sentindo se ameaçadas mudaram os hábitos normais da convivência e alguns até contrataram seguranças devido às acusações disparadas por simpatizantes do falecido ex-prefeito. Tentamos contactar por telefone e e-mail com o delegado Rodrigo com o objetivo de, esclarecer as dúvidas e também de dar oportunidade ao acusado de se manifestar, mas não obtivemos êxito.
A Redação do Ponto Final continua a disposição das famílias envolvidas para qualquer esclarecimento e permanecerá na busca de informações que venha satisfazer a opinião pública com intuito de amenizar a inquietação e insatisfação da sociedade marianense.


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