Diz a Bíblia que o futuro pertence a Deus. Ninguém tem o poder ou talento divino de prever os acontecimentos e muito menos de exercer a influência para evitá-los. É evidente, que em muitas circunstâncias, nós nos colocamos em situações que possibilitam a degradação física ou até mesmo moral. Entretanto, pautando uma vida sociável e moderada, evidentemente, poderemos evitar conflitos e situações embaraçosas.
De repente, algo inexplicável acontece e ficamos surpresos porque na nossa mente sã, tal coisa jamais poderia suceder em nosso meio ou principalmente, relacionando a nossa família.
A trágica violência ocorrida recentemente, cominando com a morte do memorável ex-prefeito João Ramos, chocou especialmente Minas Gerais e de forma expressiva, o povo marianense. Mesmo os opositores políticos e os não simpatizantes, inevitavelmente foram atingidos com esta selvagem ação criminal, mesmo porque, toda sociedade reconhece a importância e grandeza do mito político e cidadão.
Entende-se com clareza que a dor causada aos parentes e amigos mais íntimos da vítima pode gerar tamanho constrangimento e até mesmo atitudes inesperadas.
O conflito pessoal gerado por uma perda de tamanha importância, também é suscetível a alguns afetados, a indignar-se e incessantemente, disparar acusações aleatórias. Hoje o caso está sob investigações da polícia, que em nenhum momento, declarou ter alguma convincente pista sobre o assassinato.
Entretanto, já existem muitas vidraças quebradas, pois pessoas desequilibradas, sem nenhum fato ou prova legal, vêm acusando políticos da oposição e outros, como suspeitos de serem mandantes do crime. É muito fácil acusar os desafetos, buscando uma resposta ou simplesmente sendo oportu-nista para uma possível e idiota vingança pessoal. Eviden-temente, a polícia terá muita dificuldade, pois a julgar possibilidades, o mentor pode ter múltiplas caras e de repente até convive no meio da comunidade. Os inflama-dos acusadores esquecem que todos nós humanos temos também nosso telhado de vidro. O sensato e prudente neste momento de dor seria deixar a polícia trabalhar em paz e que todos nós voltás-semos a meditar no que disse um mestre numa ocasião de acusação: "atire a primeira pedra, aquele que nunca pecou".
Ivan Passos


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