O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal de uma artéria cerebral que pode levar a ruptura da mesma no local enfraquecido e dilatado. Uma comparação de como se parece um aneurisma é a dilatação ou irregularidades da câmara de pneu. Formam-se irregularidades na superfície da câmara e em um destes locais há ruptura desta irregularidade da artéria cerebral com "vazamento" de sangue para um espaço virtual que existe no cérebro chamado de "espaço subaracnóide". Quando há esta hemorragia (derrame) a pessoa sente forte dor de cabeça súbita e uma sensação que algo estourou dentro de sua cabeça. Em alguns casos podem ocorrer perda de consciência, crise convulsiva, paralisias dos membros e coma.
A incidência de casos fica em torno de 1 a 5% da população, podendo ocorrer em qualquer idade, mas são raros os casos em crianças, sendo que a faixa etária de maior cuidado é entre os 40 e 60 anos. A ciência ainda não tem uma explicação mais concreta sobre o assunto, mas O aneurisma cerebral é mais comum no sexo feminino.
De acordo com o neurocirurgião Wallace de Almeida Alves os principais fatores de risco para o aparecimento de um aneurisma cerebral são: histórico familiar, pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, alcoolismo e aterosclerose. "Os principais exames para o diagnostico de um aneurisma são a tomografia e angiografia cerebral".
"O seu tratamento pode ser feito através de uma cirurgia craniana ou por via endovascular, ou seja, por meio de um cateter", explicou o neurocirurgião.
Como se desenvolve?
A ruptura do aneurisma pode ocorrer durante toda a vida, mas é mais freqüente entre a quarta e quinta década de vida. Muitas pessoas nascem com aneurismas cerebrais, os chamados aneurismas congênitos os quais, ao longo da vida, podem aumentar e romper.
Existem fatores de risco como parentesco de sangue próximo ao de alguém que já teve aneurisma, principalmente irmãos. Outros fatores de risco são: hipertensão arterial, dislipidemias (alteração do colesterol e triglicerídeos), doenças do colágeno, diabete mélito (açúcar no sangue) e fumo.
O que se sente?
O sintoma mais comum é cafaléia de grande intensidade acompanhada de vômitos, convulsões e perda de consciência. Alguns pacientes desenvolvem ptose palpebral (queda subta da pálpebra) acompanhado de cafaléia. Em outros, perda progressiva da visão por comprometimento do nervo óptico por compressão do aneurisma.
Com o decorrer das horas a dor de cabeça pode evoluir para uma dor importante na nuca e levar a "rigidez de nuca" que é comum na meningite, ou dor nas costas e pernas. Isso ocorre por que o sangue escorre da cabeça para a coluna e "irrita" as raízes nervosas provocando dor nas costas.
Pacientes que não rompem o aneurisma podem ter sintomas de isquemias cerebrais de repetição. Pois pode haver formação de pequenos coágulos dentro do saco aneurismático levando a liberação dos mesmos para a corrente sanguínea e "entupindo" pequenas artérias.
Como o médico faz o diagnóstico?
Os pacientes com aneurisma cerebral não roto apresentam dificuldades de diagnósticos por parte do médico. Os aneurismas não rotos não dão dor de cabeça. Algumas vezes apresentam-se como pequenas isquemias cerebrais ou queda da pálpebra. O especialista experiente deverá solicitar uma angiografia cerebral digital ou uma angiografia por ressonância magnética. Somente nos aneurismas muito grandes podemos fazer diagnostico dos mesmos com uma tomografia computadorizada do encéfalo.
O diagnostico de suspeição é feito pela historia que o paciente conta quando o aneurisma é roto. Muitas vezes o paciente já chega em coma ao hospital. Cabe ao médico solicitar uma tomografia computadorizada do encéfalo que deve demonstrar sangue no espaço subaracnóide ou hematoma cerebral (coágulo dentro do cérebro).
Caso a tomografia computadorizada seja normal e o paciente apresente rigidez de nuca o médico procede a uma punção lombar para ver se há sangue no líquido que banha o cérebro e a espinha, chamado de "líquor".
Nos pacientes com hemorragia por aneurisma cerebral o líquor - que é da cor da água - aparece avermelhado pelo sangue da hemorragia.
Recomendações:
Mantenha a pressão arterial, o diabetes e o colesterol controlados;
Evite o fumo e o álcool;
Informe seu médico sobre a ocorrência de casos de aneurisma em sua família.
Fonte: Dr WALLACE DE ALMEIDA ALVES - Neurocirurgião


Tive um aneurisma cerebral em 2005 e fui tratado por embolização, uma técnica nova que coloca molas dentro do aneurisma.. Sou muito grato aos médicos que me trataram. Vejam a pagina deles: www.aneurismacerebral.com