Adenilson Barcelos de Miranda não é professor não é poeta, não é músico e nem compositor, não é artista plástico e nem ator e aceita o inacabado como fim. A todo instante, em cada arte com que nos presenteia, de suas costelas ele nos faz mulheres: patéticas. Gostaria de inventar a etimologia da palavra e dizer que é uma fusão de pathos e ethos, forjando assim uma ética dos afetos. No dicionário, patético é arte de despertar nos outros os sentimentos ou afetos de que estamos possuídos. Eis o que nos faz Barcelos Miranda, com suas mulheres que desfilam formas, cores e texturas, movendo-se fora do espaço e convidando-nos a um baile de sensações. Dancemos, que é tempo, é corpo e a hora é agora.


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