Uma ceia digna

Publicado: quinta, 24 de janeiro de 2008 as 09:47h Faça seu comentário

Mariana: Tanta algazarra por nada. Reverenciar o menino Deus que é bom, ninguém se lembra. As relações comerciais no período natalino simbolizam o verdadeiro sentido do toma-lá-dá-cá. Trocam-se presentes e faz-se mesa farta só para mostrar ao outro uma condição de vida que muitas vezes, não é a que se vive. E assim caminha a humanidade, tropeçando em seus próprios percalços, vivendo a ilusão de que se é, o que definitivamente não é.

Não é de hoje que a realidade de muitas famílias brasileiras é notícia no exterior. Recentemente foi publicada uma reportagem no jornal "Lê Figarro", na qual se afirma que comida, e não os tradicionais brinquedos, ocuparam o topo da lista de desejos das crianças brasileiras no Natal. O artigo relata a experiência da chamada "Operação Papai Noel", em que os Correios expuseram em suas agências uma parte das dezenas de milhares de cartas enviadas todos os anos por crianças e endereçadas ao "bom velhinho".

Entre os pedidos mais comuns, segundo a correspondente do jornal francês, estavam alimentos e o sonho de uma ceia digna. "A abertura das cartas revelou uma realidade bem mais triste: a maioria (das crianças) não pede brinquedos ao Papai Noel, mas alimentos. Este é o caso de 60% das cartas recebidas. As crianças desejam receber bolo, queijo, peru...; geralmente, querem apenas uma cesta básica".

Notícias que surpreendem lá fora e aqui dentro também. Na época natalina, o que se percebe são os movimentos de solidariedade organizados pela própria população. Mas, infelizmente, ainda falta muito para que o Brasil desenhe uma realidade mais justa e menos desigual. Chega-se ao novo ano tocado pela dureza da realidade. E janeiro começa com os mesmos problemas do ano velho. Os impostos batem à porta e arrastam, além de nosso minguado dinheiro, o nosso bom humor. E também atiçam a nossa curiosidade: para onde será que vai tanto dinheiro? Pelo volume do que arrecadam, fazendo aqui cálculos aleatórios, sabe-se que muitos milhões de reais caem nos cofres públicos, o que seria justo se todo esse montante fosse voltado para o pronto atendimento do cidadão. Mas na verdade não é assim, haja vista os problemas com os hospitais públicos, a deficiência das escolas, a falta de moradia e por aí vai. Aos contribuintes cabe a decisão de fazer valer seus direitos e cobrar das autoridades competentes o cumprimento das suas responsabilidades. Bem que nossos governantes poderiam dar uma mãozinha, ou melhor, duas, e começar, por 2008 a fazer com que o próximo Natal seja diferente. Colocar tudo na conta do Papai Noel fica difícil.

Já afirmei algumas vezes que não costumo responder manifestação contrária à minha, todavia essa se faz mister. Quero reafirmar ao leitor, e a quem possa interessar, que não sou político, não sou filiado a partido algum, não sou candidato a nada, não trabalho para nenhum político, não recebo de nenhum político, estou descrente da política e dos políticos no âmbito nacional e principalmente aqueles que estão no poder em nosso Município. Feito estas colocações, passo às seguintes considerações:

Primeira: Se alguém tivesse que responder sobre o que declinei na minha coluna anterior, esse alguém deveria ser o Poder Executivo Municipal, através de seu Departamento de Compras (Comissão de Licitação) ou Jurídico. Na minha ótica à Empresa vencedora pouco importa se o valor da obra vencida é igual a de outras;

Segunda: Quem está com a verdade não se curva à nada por que as informações foram transcritas de um semanário que publica os atos do poder Executivo com exclusividade, portanto, quero acreditar serem informações verdadeiras, mesmo por que foram publicadas na segunda semana de dezembro passado e não contestadas nem retificadas até o momento que minha coluna foi publicada;

Terceira: A mim pouco importa qual empresa presta serviços à Prefeitura, se A, B ou C, porém, ao transcrever um texto sou obrigado a não alterá-lo;

Quarta: Pelas manifestações que recebo dos leitores, acredito estar prestando um bom serviço ao contribuinte, ao eleitor e a população em geral, buscando sempre a informação precisa e pautando o meu trabalho na seriedade e na verdade;

Quinta: A este colunista a Empresa Terra e Técnica Engenharia e Empreendimentos Ltda. não convenceu, por diversas razões, ao Cidadão leitor, contribuinte e eleitor infelizmente não tenho como aferir.

Mensagem de natal...

O falecido Dom Luciano Mendes de Almeida, enviou esta mensagem, de natal e ano novo aos seus amigos políticos de Mariana: "Cuidado! A raiz da corrupção está no anseio de enriquecimento rápido, utilizando-se de meios ilícitos". Vai adivinhar lá no céu...Credo!

José Sérgio Freitas Guimarães
Técnico de Mineração - Aposentado

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